Living in England Sexta-Feira, Ago 28 2009 

Achei que valia a pena postar o link do blog do Rob, nosso mais frequente parceiro de viagens. Para quem lê inglês, é um complemento legal para nossas histórias, de um ponto de vista diferente. Outro ponto positivo é que ele se puxa nas fotos.

E como Rob disse no último post dele, amanhã estamos de saída para a Escócia! Alugamos um carro e vamos passar 4 dias viajando pelas terras altas (Highlands). O roteiro envolve Inverness, o lago Ness e o castelo do Highlander, porém não sabemos exatamente onde vamos… desta vez não reservamos hotéis. O plano é escolhermos um pub toda noite e dormir por lá =)

PS.: Se estiverem a fim comentem, acho que ele ia curtir =)

Nevinha com nosso amigo Rob em uma de nossas viagens (York)

Nevinha com nosso amigo Rob em uma de nossas viagens (York)

    http://livinengland.blogspot.com/

Novo jogo da Monumental – MotoGP 09/10 Quinta-feira, Ago 20 2009 

A companhia onde eu trabalho aqui em Nottingham, Monumental Games, estará em breve lançando MotoGP 09/10, publicado pela Capcom =)

Portal de notícias para brasileiros no Reino Unido Sexta-Feira, Ago 14 2009 

Fui entrevistado pela Sônia, que é a jornalista responsável pelo portal UK Notícias. Ela faz matérias direcionadas a brasileiros por aqui. Parece que brasileiros que realmente trabalham em seus respectivos ramos são raros, infelizmente.

PS.: Não reparem que a foto ficou meio assustadora o.O
PS2.: A camiseta do grêmio foi pura coincidência =)
PS3.: Pô, eu pensei que meu inglês já era fluente, mas lá diz que não sou. Preciso praticar mais =(

www.uknoticias.com

Visitas de terras estrangeiras Quinta-feira, Ago 13 2009 

Final de semana passado recebemos aqui em Nottingham Marquinhos e Suélen, de Caxias do Sul, e há cerca de um mês atrás, Elis e Ale, vindos de Dublin. Por isso, achei que valia a pena falar um pouco de nossos amigos visitantes. Antes disso, nossa primeira visita “do estrangeiro” foi meu cunhado Mário, ano passado, logo após nossa chegada ao Reino Unido.

O mais óbvio roteiro de turismo por aqui começa pelo castelo de Nottingham, que na real nem é um castelo mais. Originalmente, foi contruído em 1067 por ordens de William the Conquerer (que no Brasil é conhecido por Guilherme I, não entendo por quê mudam o nome das pessoas, mas enfim…), eventualmente destruído em 1649 após a vitória do parlamento na guerra civil britânica, e só então a mansão que lá se encontra hoje foi construída, por um tal de Henry Cavendish em 1674. Depois disso, foi saqueada pelo povo embriagado e furioso, que no final ateou fogo na construção. Hoje hospeda um museu interessante, e tem vários indícios da época em que era um castelo. Além disso, conserva inúmeras cavernas, famosas por terem sido o caminho encontrado pelo então príncipe Eduardo III para capturar (e depois enforcar, um mês após, em Londres) seu padrasto Mortimer e exilar sua mãe, tornando-se rei aos 18 anos. Lendas de Robin Hood também estão por todo lado, incluindo estátuas dos principais personagens, como o frei Tuck, do lado de fora do castelo.

Após toda essa história, é bom ir num pub comer algo e começar a encher a cara. Sim, pois um roteiro turístico daqui, sem dúvida alguma, é o passeio pelos pubs. Tudo começa pelo Ye Olde Trip to Jerusalem, que se auto intitula a pousada (no original Inn) mais antiga da Inglaterra. Ele já apareceu por aqui antes, no post Casas Públicas, e é bem interessante, sendo construído no formato de uma caverna, por baixo das muradas do castelo. Não sei se realmente é o mais velho pub, mas é bastante antigo, datando de 1189.

Quando a Elis e o Ale chegaram aqui, estava um tempo terrível, muita chuva, então o pessoal não estava muito na pilha de sair na noite. Porém o Marquinhos e a Suélen não escaparam, então finalmente pude colocar meu plano diabólico em obra. Basicamente, começamos um “pub crawl”, ou uma peregrinação pelos pubs, por volta das 5 da tarde no Olde Trip. A idéia é ir de pub em pub bebendo ao menos um pint de cerveja em cada (cerca de 600ml). Tudo começou muito bem, com um jacked potato (uma batata recheada) e uma Abbot Ale, depois fomos para o Bell Inn, que fica em frente à praia (sim, uma bizarrice, na praça principal tem uma “praia”, saiu no Jornal Nacional!), nos encontramos com Rik, David e Rob, onde jantamos mais decentemente, bebemos mais um ou dois pints, e partimos para o próximo, Malt Cross, depois Pit And Pendulum, Pitcher and Piano, Kean’s Head e finalmente Bodega “The Social”. Admito que talvez tenha sido um pouco além da conta (ops, entre 9 e 10 pints no total, cada um de uma cerveja diferente), chegando às 4 da manhã em casa, mas achei que valeu a pena. Talvez o Marquinhos tenha uma idéia diferente, mas espero que tenha gostado.

Ah, outra vantagem de sair à noite aqui é olhar a fauna. Tchê, é cada louca pela rua, cada qual com uma roupa mais absurda que a outra. Não há moda, idade, peso acima ou abaixo que as limite, é divertido de ver.

Nottingham tem outros pontos turísticos, mas em ambos os passeios acabamos indo para uma área mais afastada do centro, mas ainda dentro de Nottingham, chamada Wallaton Hall. É um parque muito grande, que também funciona como uma espécie de parque de cervos. É um ótimo lugar para curtir o sol do verão britânico e visitar os museus gratuitos do local, porém o ponto alto creio que foi observar os muitos cervos que andam livremente pelo parque (animais que fazem inclusive parte do brasão da cidade). Passamos muito próximos a um grupo grande de veados, como podem comprovar pelas fotos. Funciona no local um museu de história natural e um museu industrial.

Falando em veados, convém ressaltar que, para meu espanto inicial (e espanto também de amigos daqui quando comentei sobre isso), não existe conotação homossexual alguma nesses bichos. Pelo contrário, são um símbolo de masculinidade, inclusive sendo o nome da festa de solteiro daqui (stag party, sendo que stag é o nome do cervo macho). Enfim, nada disso importa muito, fica aqui a título de curiosidade somente :/

Temos outros pontos turísticos, claro, como as cavernas abaixo do shopping center Broadmarsh, a praça principal, a arena de gelo (próxima temporada quero assistir a uma partida de hóquei), o Newstead Abbey (área da mansão do poeta John Byron, ainda não fui conhecer), as Galerias da Justiça, a floresta de Sherwood, e por aí vai. Sem esquecer que em 2003 Nottingham ganhou o título de capital do crime à mão armada e o apelido de Shottingham (algo como cidade do tiro), mazah! Mais informações sobre a cidade podem ser encontradas no site da prefeitura ou na wikipedia (ambos em inglês).

No mais é isso, quem quiser aparecer, estaremos por aqui. Quem não vem, ao menos tentamos mostrar um pouco daqui pelo blog =)

De casa nova Terça-feira, Ago 4 2009 

Atualizando nossa vida em Nottingham, aqui tomo coragem e inicio um novo post, direto de um hotel em Halifax, antes de partir para York, a cidade do meu querido (e falecido) cão Mike. Dito isso…

Uma grande mudança nas nossas vidas aconteceu há exato um mês atrás, quando nos mudamos para uma casa maior, de 5 quartos (1 para visitas, outro para tranqueiras, com o Rob e o David (um australiano, outro inglês). Tenho certeza que muita gente vai achar isso meio maluquice, mas aqui é bem comum ter “flatmates”. Ambos já dividiam casas com outras pessoas, então para eles não fez muita diferença, fora o fato de que agora dividem com gaúchos muito estranhos. A parte boa é que estamos vivenciando ainda mais as diferenças culturais, além da Neiva estar aprendendo inglês mais rapidamente, e estou economizando cerca de £400.00 (ou cerca de R$ 1300) por mês (nada mal… mais grana para viagens). Além do pessoal ser muito gente boa e estarmos sempre papeando, jogando videogame e olhando filmes. Um contra ponto é que bebemos muita cerveja agora, nas primeiras semanas tinham latas e garrafas por todo lado. Pobre Neiva, tem que aguentar tudo isso e ainda por cima cozinha para todo mundo, querida minha =)

Mas a verdade é que ela se diverte cozinhando nossos pratos e vendo a reação deles… só quero ver o dia em que eu conseguir encontrar coração de galinha e ela fizer uma massa como minha mãe faz. Não sei se já comentei isso antes, mas eles acham absurda a idéia de comer “coraçãozinho”… engraçado, pois para gente é tão comum, nunca nem imaginei que alguém pudesse achar grotesca a idéia de comê-los (fora uns vegetarianos tipo o Marzo?). E como agora temos um pátio ideal para fazer churrasco, estou tentando encontrar um açougueiro que venda os tais corações, mas ainda nada. Acho que eles jogam fora ou dão para os cachorros comer, que desperdício.

Por falar em churrasco, a gente faz o clássico daqui. Os puristas assadores vão se torcer de raiva, mas vou explicar como a tosqueira funciona: compramos uma churrasqueira pré-pronta e descartável, que é tipo uma forma de alumínio com carvão dentro, e um papel inflamável. Custa entre 1 e 2 pilas. Por cima disso, tem uma grelha, tu só abre a embalagem, larga em algum canto, larga um fósforo, espera uns 15 minutos e coloca a carne por cima. Salsichas (normalmente compramos aquelas alemãs, bratwurst), hamburgers, às vezes coxas de galinha ou bifes. Para acompanhar, pão para colocar a carne dentro, algum molho (tipo mostarda, catchup, chilly, barbecue…), ou pão com alho, e alguma salada. Mas eu já prometi para eles quando eu for ao Sul, vou dar um jeito de aprender a fazer um churrasco de verdade, o difícil vai ser achar espeto e picanha por aqui!

Ainda sobre as tradições do Sul, dá para acreditar que o primeiro chimarrão que preparei foi aqui? Foi hilária a reação do pessoal quando levei para o escritório, formou-se um círculo olhando eu preparar meu chima, e a pergunta invariavelmente era algo entre “isso não é ilegal?” e “é para beber ou fumar?”. Alguns até provaram, um colega meu achou muito legal a cuia, e já me pediu para trazer uma para ele quando eu for visitar o Rio Grande, mas em geral acharam o gosto horrível e muito forte. De qualquer modo, essa gente toma chá com leite, então isso soa mais como um elogio. Além do mais, o chá deles é muito ruim :P

Outra novidade é que já autorizaram minhas férias; dia 17 de Dezembro chegamos ao Salgado Filho, a princípio. Depois que eu comprar as passagens eu confirmo o dia ;)

Pra lá de Marrakech Quinta-feira, Mar 5 2009 

Seguindo na minha sina de colocar o blog em dia, vou falar um pouco da nossa viagem ao Marrocos. A épica aventura começou no ano novo, quando Gabi e o Sandy fizeram uma festinha na casa deles, onde tomamos muita cerveja (incluindo Brahma) e comemos vários petiscos (geralmente chips que tu mergulha em molho, coisa bem popular que chamam de dip). Foram também uns Brasileiros que conhecemos aqui, mais o Rob (o designer Australiano do meu projeto, muito gente fina) mais um Inglês e um Português. É divertido ver todo esse pessoal diferente reunido, mas acabou sendo bem Brasileira a festa, com música tipo Ivete Sangalo e as gurias aloprando.

Bebemos feito uns condenados, para variar, antes e depois de irmos para um pub onde supostamente estaria rolando um baile de máscaras, o que acabou se revelando uma grande mentira, visto que apenas uma ou outra pessoa estava usando. No dia seguinte me disseram que a música era ruim, mas sinceramente não lembro, e para mim estava tudo normal, fora quando uma amiga nossa quase foi expulsa por jogar cerveja nas pessoas, algumas quedas (o banheiro traiçoeiramente estava escada abaixo) e uma discussão minha com um inglês que eu realmente não lembro como se originou e nem o conteúdo da conversa; tentei buscar informações com outras pessoas mas ninguém sabe, só lembro de estar discutindo enquanto tentava me livrar dos socos da Neiva dizendo para a gente ir embora (parece que ela estava com medo que fosse às vias de fato).

Tamanha falta de noção originada no álcool nos levou a beber vinho pela rua (o que é crime) em frente a policiais, beber na cara dura latas de cerveja para dentro do pub (o que não é uma coisa lá muito certa) e no final da noite mijar na rua (mais um crime). Sinto muito por tudo isso, sei que errei, vou tentar não repetir :P

Pois bem, no dia seguinte, o inferno veio à tona… Para terem idéia do meu desespero em melhorar, tomei uma lata de coca cola inteira (que troço terrível), já que todos falam dos poderes miraculosos da mesma quanto à ressaca. Tá certo que funcionou, eu ainda me sentia muito mal porém ao menos comecei a ver uma luz no final do túnel; mas também pode ter sido uma coincidência, pois acho que a bile já tinha acabado por completo (desculpem os detalhes degradantes). E a desgraça é que nosso ônibus para Luton (uma cidade satélite de Londres, onde pegaríamos nosso vôo) sairia naquela noite, à meia noite.

Chegamos em Luton após as 3 da manhã, nosso check-in seria às 4 e o vôo às 6. Parecia um daqueles filmes de zumbi onde as pessoas se refugiam em um shopping center, pois estavam todos atirados pelo chão, dormindo como podiam. Na fila, achei curioso que algumas pessoas falavam em Português (sempre fico surpreso quando escuto a língua mãe por aí), provavelmente alguma remanescência da época em que Portugal fundou a cidade de Agadir, no litoral sul do Marrocos.

A chegada à Marrakech foi bastante tranquila, do avião já podíamos perceber um cenário muito diferente, muita poeira e casas cor de areia. Incrível como todas construções tem a mesma cor, e cada conjunto de poucas casas sempre possui uma mesquita anexa, com megafones na torre, para chamar os fiéis a rezar apontando para Meca. Mas nesse momento, tudo que eu queria era entrar no país (o que foi fácil e rápido, nem falei nada, só ganhamos um carimbo e passamos) e então conseguir dinheiro local. Achei uma daquelas máquinas ATM e peguei 3000 Dirham, o equivalente a umas 280 libras. O fato do dinheiro ser praticamente 10x mais ajudou bastante na hora de calcular os preços.

Pois bem, perdidos na cidade, acabamos pegando um táxi (decisão da qual me arrependi depois), pois eu tinha lido que eles eram baratos e eu tínhamos medo de nos perdermos, pois eu sabia que o nosso hotel era difícil de achar. O taxista parecia ser muito gente fina (aparências enganam), falava um bocado de inglês mas coisas como o quanto ia cobrar ele não entendia (que coincidência). Fato é que estávamos de sangue doce ainda, conversando com muita boa vontade olhando para todos os lados tentando absorver o novo panorama. O lugar onde íamos era a praça Djemaa el Fna, a principal da cidade e uma das mais movimentadas da África, segundo a wikipedia.

Passando por um trânsito infernal, palácios e muros gigantescos que cercam toda a Medina (a cidade velha), chegamos na tal praça, onde o cara me cobrou 200 dirham. Acabei pagando para não me incomodar, pois ainda não tinha parâmetros para saber quanto deveria custar, e estávamos numa praça com muita gente, na beira de uma estradinha toda enlameada e a Neiva me olhando com uma cara de pânico total. Quase que imediatamente, um velho maluco já estava com nossas malas dentro de um carrinho tosco tipo aqueles de papeleiros, entrando na ruela movimentada. Cheguei a tirar uma das malas de dentro, mas sério, essa gente é muito insistente, e eu não sabia exatamente onde ir nem como levar as malas no meio daquele barro, e acabamos deixando. Ele vai tocando o carro por cima das pessoas, desviando conforme possível dos burros e motos que passam a todo momento. Vocês tinham que ver a cara da Nevinha!

Chegando no hotel, foram-se mais 50 Dirham pro velho (o que o dono do hotel disse que era um absurdo, assim como o táxi, que deveria custar no máximo 80), mas no final, pensando bem, não foi de todo ruim. Era totalmente impossível eu encontrar o caminho até o hotel, que fica no meio de um labirinto de ruelas de um metro de largura, e que não encontrei de maneira nenhuma no google maps. Aquilo é um mundo à parte, coisa que se vê em filme mas que só estando lá para saber realmente como é. Vou colocar um link aqui para vocês verem onde estávamos, fica por aí no centro do mapa…

Chamar de ruela esses caminhos que passam por alí é um baita elogio, na real não passam de um emaranhado de corredores com pessoas enroladas em panos andando para cima e para baixo. O hotel ficava numa dessas, nada mais que uma porta que entrando revelava um local agradável, com um “pátio” no centro, então largamos nossas coisas e fomos almoçar e olhar melhor os arredores. Na praça, encontram-se encantadores de serpente com umas flautas estridentes e irritantes, pessoas com macacos querendo que tu tire uma foto com eles, uns caras vestidos com uma roupa meio de palhaço, vermelha com sininhos, que também querem fotos… um tio que vende um monte de dentes (sim, muitos dentes), diversas mulheres querendo fazer aquelas tatuagens de renah (é assim que se escreve?) e bancas vendendo frutas bizarras e medicamentos exóticos. A melhor foi quando a Neiva “roubou” uma foto de um desses caras, de longe, e ele saiu correndo atrás dela batendo o sininho XD

Seguindo uma dica do Ken (o dono do hotel) fomos fazer a nossa primeira refeição em solo Marroquino. Basicamente, todos os restaurantes no Marrocos têm a mesma comida: tagine, couscous e brochette. O tagine é o meu favorito disparado, um esquema de cerâmica onde se faz uma carne com legumes e batatas meio ensopado, perfeito para comer com o pão que vem com toda e qualquer refeição por lá. De acordo com a região, o tagine muda um pouco, mas é basicamente a mesma coisa, mudando um detalhe ou outro e a carne; comemos uns 20 diferentes, são bem saborosos, embora no final estivéssemos um tanto enjoados. Couscous é um negócio feito com um grão (tipo grão de bico) que achamos meio sem graça, e o brochette é um espetinho tipo um churrasquinho de gato.

À noite ajudamos o Sandy e a Gabi a encontrar o caminho para o hotel (eles vieram em um vôo diferente), jantamos, tomamos um café e passeamos na praça novamente, pois depois de um certo horário ela muda radicalmente. Dezenas (centenas?) de bancas de comida são montadas, têm acrobatas, músicos e contadores de história. Na real os Marroquinos são quase todos de origem Berbere, a tribo supostamente original do Marrocos (vai saber quais existiram ali, antes deles…), então eles contam, tocam músicas típicas, encenam, essas coisas. Confesso que não prestei muita atenção, pois não dá para entender a língua deles, e ficam te atacando o tempo todo para pegar dinheiro, são muito chatos…

Aliás, a chatice marcou muito nossa estadia em Marrakech. Ali a achacação é violenta, tudo que tu for comprar vão tentar oferecer por 3 ou 4 vezes o preço, querem o tempo todo te vender algo, tirar uma foto, ser teu guia, te fazer um desenho na mão (como quando uma guria se agarrou na mão da Nevinha e veio com o lance de rhena, assustando ela e sujando a mão com tinta), te levar de táxi, e até te atropelar (pelo menos para isso eles não te cobram). Sim, por que por todo o lugar tem motos passando o tempo inteiro, carroças e burros. Então tu tem que andar por ruelas minúsculas, tentando não ser atropelado e ainda se desvencilhando dos achacadores. Isso tudo e ainda tentar curtir e olhar as coisas interessantes que estão por todo lado. Vou te contar, não é tarefa das mais fáceis. É tudo muito interessante, mas se não fosse por toda essa xaropisse, seria muito mais agradável. Os Souks por exemplo são labirintos gigantescos de corredores de lojas, com muitas coisas interessantes para se ver. Seria ótimo poder olhar as coisas tranquilamente, mas vou te contar, como são chatos!

Visitamos coisas como o museu, nos perdemos (no bom sentido) um pouco na cidade e no dia seguinte viajamos para Setti Fatma em um táxi que nos disseram ser para 6 pessoas (acabamos indo com dois suecos que estavam no hotel), o que é um absurdo. O tal de “grand taxi” é tipo um santanão, para 4 passageiros, então fomos muito apertados, eu na frente com a Neiva no meu colo. Incrível como isso é permitido (o taxista tem até seguro, para 6 passageiros), mas de um jeito ou de outro conseguimos chegar lá. Nada mais é que uma cidadezinha que tem umas cachoeiras, bonito, mas nada de mais. No caminho visitamos uma casa típica berbere, o que foi interessante.

Sobre a língua, o pessoal fala de tudo um pouco, vão tentando até achar uma que tu entenda; nunca imaginam que tu é brasileiro, nos falaram que é raro ver um. Creio que brasileiros que vêm para esses lados de cá querem ver lugares mais ricos que o Brasil, não mais pobres. Mas enfim, uma língua particularmente útil ali é o francês, praticamente todos falam, e acabei aprendendo umas palavras básicas (entender os menus e pedir a conta, por exemplo). Frequentemente eu também falava em espanhol, pois eles constantemente entendem (os espanhóis colonizaram no passado, e vão muito para lá atrás de férias exóticas).

Uma coisa que achei triste é que rapidamente desenvolvi um escudo de proteção; comecei a ser ríspido com todos, não acreditava mais em ninguém, e minha palavra padrão era “nô”. Chegavam perto eu já tacava um “nô”. Tenho certeza de que às vezes a pessoa podia ser legal, mas sempre que tu dava trela, descobria que estavam tentando nos engambelar com alguma história mirabolante para arrancar dinheiro. Pensam que todos turistas são ricos, e que é uma obrigação nacional arrancar o máximo que puderem deles. Mas uma coisa reconheço: em nenhum momento tu se sente ameaçado por roubo ou assalto, os lugares são pobres mas seguro (fora a excessão do incidente no parágrafo abaixo).

Um dia me aventurei com a Neiva para a cidade nova, que é totalmente diferente (é mais rica, tem Zara, McDonalds, essas coisas) e sem pessoas te atacando. Com isso, relaxamos um pouco, e nesse momento baixei a guarda e aconteceu um fato estranhíssimo que até hoje não entendi o que aconteceu. Um senhor de uns 50 anos apareceu do nada, começou a gritar, segurou meu braço, e estava totalmente alterado. Não sei se queria dinheiro, ou me xingar por que eu estava andando de mãos dadas com uma mulher, sei lá. Talvez tenha sido a excessão à regra supra citada e estivesse tentando me assaltar. O que sei é que me desvencilhei, joguei o maluco longe e atravessei a rua, que diabos…

Uma coisa que achamos totalmente bizarro foi que é raro encontrar casais pelas ruas. Homens geralmente andam com homens, e mulheres com mulheres. Pior que andam juntos mesmo, tipo mãos dadas e tal. A Neiva ficou chocada com os caras, pois eles rezam numa posição digamos estranha, usam uns vestidos, e frequentemente andam com outros homens de mãos dadas e por vezes braços dados o.O

No dia seguinte, alugamos um carro e nos mandamos para as montanhas na direção sudeste. Viajamos até o Todra Gorge, que é tipo um cânion onde passamos a noite em um quarto de hotel muito legal dentro da pedra, como uma caverna. Antes tivemos uma ótima janta com músicas típicas e uns locais fazendo umas mágicas, e jogamos cartas e então no dia seguinte rumamos para o deserto do Sahara.

Cada um no seu dromedário, entramos no deserto com um guia para passar a noite num acampamento berbere, cerca de uma hora e meia de caminhada num passo bem lento. O guia era uma figuraça, e falava várias línguas que, segundo ele, aprendeu na universidade do deserto. Após um tagine, ficamos ao redor do fogo conversando bastante em espanhol com os guias, batucando uns tambores. Nunca me imaginei num frio tão grande em pleno Sahara, e depois que fomos para a tenda a coisa só piorou. Eu e a Neiva dormimos com todos os casacos mais as cobertas, que não eram poucas, e mesmo assim acordei no meio da noite com um frio de doer a cara!

Voltando para o oeste, passando por várias estradas absurdamente estreitas (do tipo que tu tem que ir um pouco pro mato quando passa outro carro, imagina nas curvas em morros!), algumas paradas no caminho em pequenos vilarejos, e uma estrada errada (que simplesmente terminou literalmente no meio do nada), chegamos a Agadir. Este é um balneário bonito porém não muito antigo, pois a cidade original foi quase toda destruída por um terremoto. Comi um excelente, só para variar, tagine; dessa vez de peixe.

Gabi e Sandy, que ficariam uma semana a mais no Marrocos, resolveram permanecer em Agadir mais um dia, então eu e a Neiva pegamos o carro na manhã seguinte e rumamos para Marrakech. Bah que viagem problemática… para variar me perdi, então como tínhamos hora para entregar o carro, acelerei mais do que devia e consegui receber a primeira multa da minha vida, por ultrapassar num local proibido! Resultado: 400 Dirham de multa. Pequeno detalhe: eu não tinha isso em dinheiro comigo, e não existia um caixa automático nem longe dalí, quem dirá perto! O policial me diz então que eu deveria comparecer no tribunal em 4 dias… daí me apavorei, meu avião saía no dia seguinte! E o cara só falava árabe e francês, ou seja, a coisa não estava nada fácil para mim. Mas como um brasileiro treinado, acabei conseguindo dar um jeitinho: mostrei que só tinha 200 Dirham, mostrei a passagem, o cara ficou com pena, e me falou: “OK, tu estava sem cinto de segurança, multa de 100… multa de ultrapassagem 400 Dirham”. E eu bem trouxa, pensando que ele queria me adicionar mais uma multa, chegando a 500, disse que “não, estava usando”, e ele insistiu… foi quando me dei conta que ele estava me dando uma multa mais barata pra me livrar a cara. Nunca pensei que ficaria tão faceiro falando pra um guarda: “sim, eu estava sem cinto, desculpe, me multe por favor”! O policial foi muito gente fina, o tempo todo muito tranquilo. Me deu a multa e ainda disse que era um souvenir do Marrocos. A essa altura, achei tudo ótimo: no fim, conseguiríamos devolver o carro chegando vivos de volta a Marrakech.

E lá fomos nós de volta a Nottingham, após umas quantas aventuras. Mais fotos no picasa da Nevinha =)

Um dia na vida de um designer de jogos Quinta-feira, Fev 12 2009 

O programa/entrevista não é comigo, mas sim com um colega meu aqui, Steve Bennett, que é da equipe do jogo de futebol que estamos lançando. Eu estou postando de qualquer modo para quem quiser conhecer um pouco da empresa onde eu estou trabalhando. Dá para ver um pouco da minha área a partir de 1:34, quando o Steve fica com chifres de alce, de uma réplica que eu tenho pendurada na parede do meu lado :)

[]’s

Nottingham Abaixo de Gelo Terça-feira, Fev 3 2009 

Depois de um Janeiro sem post algum, volto a falar do “presente” escrevendo após pegar muita neve na rua. Para quem nunca tinha visto isto na vida como eu, foi muita sorte, pois não nevava assim há 18 anos! Em londres, parou todo o transporte público, fecharam escolas por todo o país, cancelaram mais de 700 vôos e parece que chegou a acumular 15cm de neve em alguns lugares. Isto tudo aconteceu ontem, hoje ainda tem muita neve mas aqui parou, ao menos por hora.

Ontem de manhã saí para trabalhar debaixo de uma nevasca, andando meia hora com um sorriso bobo na cara, de quem está andando na neve pela primeira vez, olhando as pegadas na rua, juntando um pouco na mão e olhando como acumula nas árvores e nos carros. A consistência é muito diferente do que eu imaginava, demora a derreter, se tu faz uma bola ela fica bem sólida mas ao mesmo tempo muito leve, é interessante. Na rua, conforme os carros passavam onde só tinha uma camada fina, aparecia o asfalto preto embaixo dando um contraste muito legal que parece um bolacha negresco. Alguns lugares começam a virar lama e ficam feios, onde muita gente passa, mas onde fica completamente branco é muito bonito.

Hoje passei trabalho caminhando pelas calçadas cheias de gelo. Umas partes tem neve crocante, onde é ótimo de pisar pois não escorrega, mas onde já virou gelo é um perigo… derrapei umas quantas vezes, numa delas por pouco que não me estatelei no chão. Agora de noite, após um dia inteiro sem nevar, descongelou quase que completamente, ficando acumulada apenas onde as pessoas não caminham com frequência.

O mais legal dessa onda de frio aqui é que vai durar 2 semanas, segundo as previsões, e no próximo final de semana eu estarei na Escócia, nas montanhas, onde é ainda mais frio! Vai ser death metal. Vou caçar, acreditem ou não, com tudo pago pela empresa, e certamente vai rolar um  wisky escocês. Explicando: Estou trabalhando em um jogo aqui chamado “Hunter’s World” de caça (cervos, ursos, alces, esse tipo de coisa) massivo online (o tal MMO), então faremos uma pesquisa de campo. Quem fica com pena dos bichos, não se preocupe, pois duvido que eu chegue a atirar em algum. Vai ser divertido, acho eu, ainda mais que será durante a semana em horário de trabalho, hehe. Viajo no domingo à noite e volto na terça, se não for cancelado por causa do mau tempo. Aguardem mais notícias e fotos em breve. Quem quiser acompanhar o andamento do jogo, aqui vai o site: www.huntersworld.co.uk.

Outros planos para Fevereiro envolvem o dia 15, quando será dia dos namorados, ou Valentine’s Day. Vou tirar uma folga, e então passaremos 3 dias em Viena =)

PS.: Eu já mencionei que a Nevinha agora tem um álbum em http://www.picasaweb.com/nevahorbach?

Natal 2008 – Londres Segunda-feira, Fev 2 2009 

Após meses ouvindo “vocês já foram em Londres?”, resolvemos dar uma passeada pela Capital Londrina no Natal… E acabei gostando da cidade bem mais do que eu esperava. É tão sossegada, ruas grandes, pouca gente, trânsito tranquilo e muitos lugares bonitos para visitar. Não parece uma descrição compatível? Claro que essa não é a Londres de verdade, e fico pensando se eu normalmente não a odiaria, já que não gosto de “atrolho de gente”, mas o fato é que no natal a cidade morre, muita gente viaja, e é até mesmo difícil de arranjar o que comer na véspera e no dia de natal.

Tivemos 5 dias de viagem, chegando na véspera totalmente perdidos e com uma mala estragada (maldita), depois de uma viagem de umas 3 horas (se não estou enganado) infernal com uma mãe que passou o tempo todo gritando com duas crianças, e estas por sua vez choraram e gritaram o mesmo tanto (yep, isso acontece aqui também). A primeira coisa que pude averiguar na cidade é que realmente tem muitos Brasileiros, pois com cerca de 5 minutos já chegou um para mim perguntando onde eu queria ir, após ouvir minhas conversas com a Neiva na rua, e logo seguinte oferecendo informações. Estavam erradas, mas tudo bem, acabei achando o hotel, que ficava bem próximo da estaçao de ônibus Vitória onde descemos, e próximo de tudo, o que nos levou a caminhar muito nos dias seguintes.

O primeiro dia foi mais para conhecer as redondezas, até por que não poderíamos jantar muito tarde (tudo fechacedo na véspera de natal), então deixamos as coisas no hotel Hannover (gerenciado por um bando de indianos bem atrapalhados mas muito simpáticos), conhecemos o palácio de Buckingham, acabamos caindo sem querer no Hyde Park onde tinha uma grande feira de natal alemã acontecendo, com parque de diversões, Papai Noel, música e comidas. Demos uma boa volta, bebemos mulled wine (quentão) e voltamos para um pub perto do hotel, onde comemos uma boa ceia de natal, com peru e uns pints de heineken. É muito estranho ceiar assim, sem a família, com uns bêbados fazendo bagunça por perto e uns solitários curtindo uma fossa. Mas foi também romântico e diferente.

No dia 25, conhecemos as as redondezas do Big Ben, e seguimos caminhando pela cidade. Os museus só abririam após o boxing day, ou seja, 25 e 26 seriam apenas passeios nas ruas. Caminhando meio que sem rumo, caímos por acidente no Piccadilli Circus, o que foi uma sorte pois era um dos poucos lugares onde havia onde “almoçar” (já eram umas 3 da tarde), então comemos em um restaurante Italiano (onde tinha uns 3 Brasileiros trabalhando, fato que se repetiu em outros lugares) e depois acabamos entrando num lugar bizarro que não era ruim mas também achei que não valeu muito a pena pois foi bem caro, chamado Ripley’s, que é um esquema de curiosidades (tipo acredite se quiser, lembram o programa do Sílvio?). De qualquer modo, neste dia não era fácil achar algo aberto, e já estava anoitecendo. Depois disso, caminhamos mais um pouco (toda a cidade estava decorada para o natal, então a iluminação à noite estava muito bonita) e voltamos.

Boxing day, descobri que o London Eye estava aberto, então fiz um roteiro rápido e partimos para lá. Para quem não conhece, o “Olho de Londres” é uma roda gigante (gigante mesmo) na beira do Tâmisa de onde se tem uma vista muito bonita da cidade. Cada cápsula leva 12 pessoas, se não me falha a memória. Saindo de lá, caminhamos um absurdo seguindo o curso do rio num frio do cão até a tower bridge e voltando pelo outro lado. Como o Ripley diz, acredite ou não, mas esse passeio durou o dia todo – para ter uma idéia, se caminhássemos diretamente teria dado 15km. Adivinhem se a Neiva não queria me matar no final… Mas foi legal, vimos muitas coisas bacanas, e desabamos assim que voltamos.

Quarto dia, hora de visitar museus, finalmente abertos. Escolhemos caminhar pelo Hyde Park até o memorial do Albert, chegando ao museu de ciências. Passamos o dia visitando o tal Science Museum e o museu de história natural, que fica ao lado. Eu gostaria de ver um filme no cinema IMAX que existe ali mas infelizmente não deu tempo. Aliás, eu poderia ficar dias só nesse museu, mas não tínhamos tanto tempo, então olhamos o que conseguimos. Boa parte do tempo vasculhamos a sessão de história da medicina (a Neiva adorou), olhamos máquinas antigas, coisas de computação, náutica, aeronáutica, equipamentos espaciais e por aí vai. No de história natural o mais legal foram os dinossauros.

No último dia, agendamos apenas o Museu Britânico. Bah, esse vale muito a pena, e infelizmente só sobraram 4 horas para ele, pois tínhamos um ônibus para pegar de volta a Nottinham. Sessões gigantescas sobre a Grécia, Roma, África, Américas, Ásia… Mas a que mais olhamos foi a egípcia, com múmias que não acabavam mais. A Neiva surtou, tirou um monte de fotos, e realmente é muito legal ver todas essas coisas assim de perto. Saímos correndo para comer algo, esqueci a pasta com todos os documentos e computador no restaurante, corri feito louco para ir buscar, passamos voando pela Trafalgar Square, mas felizmente ainda deu tempo e chegamos na rodoviária uns 15 minutos antes do ônibus sair, a caminho de Nottinham para passar o ano novo.

No final das contas, ficou uma sensação de quero mais, pois a cidade tem muitos atrativos. Futuramente gostaríamos de voltar, e ver entre outros o museu de cera MadameTussauds. Mas aproveitamos, vimos muitas coisas bacanas e curtimos a cidade. Recomendada ;)

Aqui fica um preview das fotos, mas leia abaixo :álbuns da Neiva! E aguardem posts sobre o Ano Novo e Marrocos muito em breve.

Seguindo nas novidades, agora a Nevinha tem um álbum de fotos no Picasa, então para os que gostam de fotos, podem visitar lá, espiar e comentar. O legal é que o blog e o album irão se complementar, e a Nevinha (ao contrário de mim)  tem paciência de organizar os álbuns, então fico livre para escrever sem me estressar com todos os pedidos por fotos. Acessem via http://picasaweb.google.com/nevahorbach/NatalLondon.

Natal, ano novo e coisa e tal Terça-feira, Dez 23 2008 

Bom, como o Natal está chegando, e eu descobri que alguém plantou rumores falsos de que estou em Londres, resolvi escrever um pouco sobre minhas mini-férias de fim de ano e onde eu e a Neiva estaremos nos próximos dias. É isso, ao invés de contar o que passou, vou dizer mais ou menos o que se passará. Espero que não seja chato, vamos ao teste…

Sobre minhas mini-férias, felizmente eu tenho direito já a tirar 7 dias. Aqui as coisas são diferentes e na minha opinião muito melhores neste sentido. Basicamente eu tenho direito a 22 dias por ano, os quais eu posso tirar quando eu bem entender (desde que não interfira com os prazos do projeto, ou seja, em comum acordo), não importando quantos dias eu tire por vez ou a contagem de finais de semana ou feriados. Só os dias úteis valem, então se eu quiser posso tirar um mês inteiro de férias, ou uma semana aqui, outra acolá. E também posso deixar uns dias reservados para fazer viagens curtas, como pegar a sexta e a segunda e passear na rússia ou algo assim. Outra coisa legal é que a partir de primeiro de Janeiro eu já posso começar a utilizar esses 22 dias.

Mas vamos aos planos… Agora quarta feira, véspera de Natal, nós chegaremos à Londres logo após o almoço, ficando num hotel lá pelo centro, o que é bem caro, e por isso mesmo acabamos pegando um hotel mais simples. Mesmo assim, lá se vão 280 pounds, e o pior é que pelo que falam a comida é caríssima por lá… Bom, como aqui é feriado no dia 24(Christmas) e 25 (Boxing Day, quando historicamente os empregados recebiam folga e um presente, já que trabalhavam no dia 24) ficaremos 5 dias, e gastarei apenas 1 das minhas férias.

Ah, sim… avisando: estaremos com o laptop e celular, então vamos tentar nos manter em contato, via msn, e-mail, blog ou o que for.

Ainda com relação aos festejos de natal, houve uma mega festa na empresa, com pub quiz, campeonato de fla-flu (totó, pebolim, table football ou seja o que for), campeonato de bandas (rock band), cerveja (guiness entre outras), comida e secret santa.

Sobre o tal secret santa, nada mais é que um um amigo secreto disfarçado de papai noel, mas aqui funciona um pouco diferente… Faz-se um sorteio, tu tira um nome e compra algo para a pessoa, o que é igual ao modo que fazemos no Brasil. A diferença é que ninguém sabe quem comprou o presente. Todo mundo coloca na árvore com o nome escrito no pacote, e na hora alguém se faz de papai noel e distribui os presentes. Parece legal, e na real é… O problema é que não é muito seguro, já que teve um bastardo que não comprou presente, e adivinha quem ele tirou? Pior que comprei um presente bem legal, um dvd do Cidade de Deus (sim, quem eu tirei vai ser obrigado a ouvir um pouco de Português). Ontem mandei para toda a empresa “papai noel velho batuta”, da garotos podres, dizendo que era uma música tradicional de natal no Brasil (o que é a mais pura verdade) e que eu estava enviando como agradecimento ao papai noel secreto (“eu quero matá-lo”) pelo meu presente. Bollocks!

Bom, de volta à Nottingham, trabalharei 3 dias, vamos passar o ano novo provavelmente em um pub, por que parece ser uma coisa bem tradicional por aqui, e no dia segundo temos uma indiada pela frente… Nosso ônibus sai às 00:00 com direção ao Luton Airport, que fica em Luton, uma cidade próxima a Londres. Chegaremos quase às 03:00, aguardaremos até umas 04:00 ao menos para fazer checkin e voar às 06:00. Não vai ser fácil.

Bom, mas pra onde diabos nós vamos? Pois bem, passaremos uma semana no Marrocos, noroeste da África. Por que Marrocos? Na real nem sei, mas parece um lugar ao menos tão interessante para visitar quanto qualquer outro, o preço é bom, e nossos amigos Sandy e Gabi convidaram, então lá vamos nós. Aterrisaremos em Marrakesh às 09:30, passaremos uns 2 ou 3 dias lá, acho, e então rumaremos para o Norte, em direção a Rabat, Fèz, Casablanca e sabe-se lá mais onde. A língua oficial é o árabe, mas acho que eles falam francês e espanhol em alguns lugares, e espero que inglês também. Ao sul, tem um lugar muito bonito de colonização portuguesa, Agadir, que gostaríamos de visitar… mas como fica muito contra-mão e isolado das outras cidades, acho que não vai dar tempo.

Então é isso, dia 11 de Janeiro a princípio estaremos de volta. Não sei se no meio tempo vou atualizar o blog, mas ao menos vou aparecer de vez em quando para ler e-mails, então lerei também comentários.

***

Ah, logicamente, também gostaríamos de desejar um excelente natal e uma fantástica festa de ano novo a todos nossos amigos, familiares e inclusive possíveis desconhecidos que acabem caindo aqui no blog por algum motivo qualquer. Bebam bastante e com responsabilidade, e que este ano que passou seja pior do que o próximo, o que, por mais que um leitor desatento possa deixar passar despercebido, é uma coisa legal. Enfim, gostaríamos de dizer que sentimos muito a falta de todos (fora os tais desconhecidos) e, segundo as palavras da minha amada esposa no último ano novo em veranópolis, tenham todos:

Muita paz, saúde, amor e sexo!

Merry Christmas

Merry Christmas! o/

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